Não sabia o que sentia até as mãos dela encostarem nas minhas como se se tratasse de duas peças de um puzzle. Apenas por precaução, tomei o cuidado de deixar passar alguns segundos. Não muitos. Apenas os necessários para ela se sentir confortável com o que estava a acontecer. Estava não só a dar a mão, mas a a dizer imenso sobre ela. Naquele momento, não era o gesto de dar a mão, o acto físico que importava. Era sim, o sentimento.
O momento mais nervoso da vida de um ser é, provavelmente, causado na adolescência. Ver a dita alma-gémea do outro lado da rua, causa uma sensação de pânico, como se do fim do mundo se tratasse. E é um sentimento que ocorre todos os dias, quer se tenha 16 anos, ou 50. Chama-se amar, e é a maior doença ao redor do mundo, pois além de não ter cura, é provavelmente a pior doença que não mata. Apenas mói.
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